segunda-feira, 8 de março de 2010

A "cascata" sem fim dos escândalos políticos

Somente nesse final de semana mais três investigações por corrupção foram noticiadas pela mídia.

Em São Paulo o Ministério Público (MP) pediu a quebra de sigilos bancário e fiscal do ex-presidente e ex-diretor da Cooperativa Habitacional dos Bancários de SP(Bancoop), Jão Vaccari Neto, atual tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) e tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O MP acusa os dirigentes da Bancoop de desviar 100 milhões de reais para fins particulares e abastecimento de "caixa 2" de campanhas petistas, inclusive a campanha de Lula em 2002, além de "sacar" 31 milhões na "boca do caixa" para campanhas políticas, o escândalo é capa da revista Veja dessa semana.

Na revista Istoé, a denúncia atinge Minas Gerais e novamente o PT, ainda no caso do Mensalão de 2005, agora o acusado é Fernando Pimentel (PT-MG), ex-prefeito de Belo Horizonte. Segundo as denúncias, Pimentel é acusado de enviar dinheiro superfaturado de contratos da prefeitura de BH ao exterior para efetuar pagamentos a Duda Mendonça, marketeiro do PT na eleição de Lula.

Não bastando esses dois escândalos, mais uma denúncia referente a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal que levou a prisão do Governador José Roberto Arruda e a renúncia do Vice Paulo Octávio. Agora as investigações chegaram ao Ex-Governador Joaquim Roriz, acusado de desviar recursos de contratos públicos para abastecer sua campanha à reeleição, além de favorecimento ilícito, onde teria favorecido o empresário Nenê Constantino na regularização de um terreno de 44 milhões (denúncia que o levou a renunciar ao mandato de Senador em 2007).

Chega a ser surpreendente o número de denúncias e casos de corrupção veiculados pela mídia em 2010. Por ser ano eleitoral essas denúncias parecem ter cunho político, contudo, é o Poder Judiciário quem vêem agindo nos casos abordados. Dessa forma, resta aos partidos políticos renovarem seus quadros e, aos eleitores, não perderem as esperanças e sim empenhar-se para não eleger políticos anti-éticos e corruptos.

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