quinta-feira, 7 de abril de 2011

Aécio aponta como líder da oposição. Sessão de 5 horas para ovacionar o mineiro



Por Tiago Monteiro Tavares:

Para aqueles que esperavam que o atual líder mineiro Aécio Neves se firmasse como líder da oposição, o momento chegou! Ontem foi o mártir da oposição no Senado Federal o discurso de Aécio no Plenário lotado. Mais de 30 deputados federais e vários prefeitos de Minas ajudaram a elevar o quórum da sessão que contou com a presença de 74 dos 81 Senadores. Além desses, José Serra também se fez presente, mas deve ter saído de lá frustrado. Viu sua candidatura em 2014 começar a ser minada.

O Discurso durou 24 minutos de muita euforia, mas Aécio que subiu à Tribuna as 15:30 só saiu às 20:20. Isso porque os apartes ao discurso de Aécio foram tantos que consumiram 5 horas da sessão que era para ser ordinária. Senadores do PT reclamaram do desrespeito ao Regimento Interno, mas o Presidente Sarney deixou a coisa rolar. Até os líderes da oposição festejaram o mineiro como líder da oposição.

Aécio procurou falar do passado, do presente e do futuro. Colocou-se como “Homem de Diálogo” que busca convergências. Esse discurso busca abrir possibilidades de novas alianças para a corrida presidencial de 2014.

Quanto ao PT, bateu com classe: “Nós estávamos lá, nossos adversários não”. Referindo-se a eleição de seu avô, Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral para a Presidência da República. Não ajudou a prover governabilidade a Itamar Franco no pós Collor, foi contra o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e às privatizações! “Sempre que precisou escolher entre os interesses do Brasil e a conveniência do partido, o PT escolheu o PT”, espinafrou.

Disse que Lula crê que o Brasil começou na era em que ele estava no comando, mas disse que esse é o resultado de uma construção coletiva: “A independência dos historiadores considerará os governos Itamar, Fernando Henrique e Lula um só período da história do Brasil, de estabilidade com crescimento, sem rupturas”.

Afirmou que o governo Lula acertou em dois pontos: manutenção da política econômica e o “adensamento” das políticas sociais responsáveis pelo bom momento do país.

O líder mineiro agora começará uma saga de vários discursos contra o Governo, na tentativa de se firmar realmente como a voz da oposição. Deve angariar apoios regionais para fortalecer a base de prefeitos e vereadores em 2012 e, assim, estabelecer palanques nos Estados onde ainda não é conhecido visando a eleição de 2014. Aécio tem a faca e o queijo de Minas nas mãos para firmar uma nova alternativa ao PT, a Dilma Rousseff e ao fantasma de Lula.

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