segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Oposição sinaliza reestruturação... criança ainda está sendo gerada, quanto tempo leva?

Por Tiago Monteiro Tavares, informações da Agência Câmara e do Blog do Josías de Souza:

A oposição começa a sinalizar uma reorganização, debatendo e posicionando-se no Congresso nacional sobre a questão da privatização dos aeroportos e articulando os caminhos para 2014. Na última quarta feira (05/01) o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), líder do partido na Casa, foi a tribuna oficializar a posição do partido referente aos aeroportos, concomitantemente o PSDB já trabalha internamente a posição do partido pensando em 2014, como sinalizou o Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na Câmara, o líder do DEM deixa claro que o partido não será contra entregar à iniciativa privada a construção e a operação de novos terminais, medida que deve ser adotada pelo Governo Dilma Rousseff até o final de Janeiro via Medida provisória . No entanto, ele critica o modelo que, na sua avaliação, será adotado pelo Executivo. "O governo pode até resolver os problemas dos aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas não dos estados que não têm o mesmo número de passageiros e, portanto, a mesma viabilidade econômica”, afirma. Além disso, ele lamenta o que considera uma mudança de postura de Dilma logo após assumir a presidência quando se trata de privatização. “Fica a impressão, muito ruim para a classe política, de que o que se diz na campanha não é o que se faz no governo”, critica Bornhausen. Segundo ele, a solução que os oposicionistas apontaram para o caos nos aeroportos foi “satanizada” na campanha de 2010 e ao longo dos últimos oito anos de governo petista, mas agora a privatização “é a mágica que a senhora Dilma Rousseff encontra para resolver o problema".

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), rebate esses argumentos e diz que não há nada de contraditório em adotar a participação privada no setor aeroportuário. "A oposição está fora de foco. A crítica que nós fizemos às privatizações do PSDB e do DEM foi a de que eles entregaram a preço de banana as empresas nacionais, como a Vale. Fizeram privatizações com sentimento antipatriótico”, afirma. “O caso dos aeroportos é outro, pois eles não vão ser privatizados. A iniciativa privada poderá construir aeroportos por concessão do governo, com preço justo. Isso não tem nada a ver com as privatizações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do PSDB", conclui Vaccarezza.

No PSDB o assunto permanece na reorganização interna visando a definição das metas do partido pensando já em 2014. Como noticiado pelo Blog do Josías de Souza, da Folha de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso declara-se, em privado, convencido em relação à escolha do nome que deve representar o PSDB na sucessão presidencial de 2014. Longe dos refletores, FHC revela-se um adepto da tese segundo a qual a fila do PSDB andou. A vez agora, diz o ex-presidente, é do senador Aécio Neves. Na última campanha, FHC trabalhou por José Serra, contra Aécio. Hoje, move-se pelo ex-governador mineiro. Serra já tentou duas vezes (2002 e 2010), recorda FHC. Geraldo Alckmin teve sua chance em 2006, ele acrescenta.
Acha que não há justificativas plausíveis para sonegar a Aécio a oportunidade de apresentar-se como o presidenciável da legenda na próxima disputa.

Agora sim a oposição e os aproximadamente 45 milhões de brasileiros que preferiram nas urnas um “modelo” diferente de gestão pública podem começar a pensar no futuro. As medidas iniciais devem envolver a reestruturação dos principais partidos opositores como PSDB, DEM e PPS, com ações de fortalecimento da militância e postura mais arrojada nos debates do Congresso. A criança está sendo gerada, vamos ver quanto tempo ela leva para nascer, desenvolver e apresentar resultado!

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